Aline Machado / Foto: Cleber Gellio - arquivo Midiamax
Prazo judicial para que os manifestantes deixem o acampamento montado na frente do Residencial Damha II, onde mora o deputado federal Carlos Marun (PMDB), vence nesta sexta-feira (17). O grupo está no local desde a última quarta-feira (15) a fim de pressionarem o parlamentar a votar contra a PEC (Projeto de Emenda à Constituição) 287, que prevê a Reforma da Previdência.
Nessa quinta-feira (16), uma oficial de justiça esteve no local para entregar a ordem de reintegração de posse. A decisão é da juíza Elizabeth Anache e atende a solicitação da administração do Residencial Damha.
Conforme o documento entregue na manhã de ontem ao professor Gilvano Bronzoni, secretário de formação sindical da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), a área ocupada pelos manifestantes é particular.
Segundo o professor que recebeu o documento, hoje os manifestantes se reúnem com a direção da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) a fim de discutir quais os rumos das manifestações, que contam com apoio de cinco centrais sindicais.
"Vamos nos reunir e ver quais rumos tomaremos a partir de agora. Permanecemos no local e temos até a tarde para deixar a área, de acordo com a ordem de reintegração, mas já recorremos da decisão, nossos advogados entraram com uma limiar a fim de derrubar a decisão e aguardamos o resultado", explica.
O prazo para deixar o local vence hoje e a multa por descumprimento é de R$ 20 mil. Permanecem no acampamento cerca de 600 manifestantes.
Na manhã de ontem, parte dos trabalhadores acampados na frente do residencial participaram de uma manifestação na frente da casa da deputada federal Tereza Cristina (PSB). No local, líderes do movimento informaram de que a parlamentar se comprometeu a votar contra à PEC 287.
À tarde, outro grupo se reuniu na frente do edifício onde mora o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM). Hora depois, o parlamentar publicou um vídeo afirmando que se posiciona contra à PEC, caso não haja mudanças na proposta.
A ideia dos manifestantes é fazer protestos na frente da casa dos oito deputados federais e dos três senadores que representam Mato Grosso do Sul.
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