Valdenir Rezende/ Correio do Estado
O atendimento na área de ordopedia pediátrica eletivo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Campo Grande está praticamente paralisado há pelo menos três anos, situação que prejudica as cerca de 400 crianças e adolescentes que aguardam pelos serviços. Para tentar resolver a questão, a Defensoria Pública do Estado ingressou com ação civil pública para que as consultas, exames e cirurgias para crianças e adolescentes sejam retomadas.
Glaucia Farias de Souza, 18 anos, que já passou por oito cirurgias, pelo menos seis delas para corrigir erro médico dase duas anteriores, é exemplo da espera interminável. Ela aguarda há pelo menos quatro anos por dois procedimentos nas pernas, que poderão ajudá-la a voltar a andar. Mas para ter o caso solucionado, a jovem, que nasceu com mielomeningocele (um defeito congênito que afeta a coluna), deverá se submeter a no mínimo mais duas ainda sem data definida para serem feitas.
“Eu já perdi as contas de quanto tempo estou na fila. Sei que são anos, mas às vezes é melhor nem contar, porque senão a gente desiste”, diz a menina que por contas das cirurgias mal sucedidas e do agravamento dos problemas de saúde se locomove apenas por meio de cadeira de rodas. “Eu frenquento a escola, porque entramos com ação e o Estado foi obrigado a fornecer o transporte. Tudo que a gente precisa tem que brigar na Justiça para conseguir”, relata.
*Leia mais na matéria de Natália Yahm na edição deste sábado/domingop do Correio do Estado