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Prunella vulgaris
Outros nomes: Consolda-menor, brunela, prunela, erva-das-fridas, cura tudo.
O seu uso em medicina tradicional é antiquíssimo, tendo sido mencionado pela primeira vez na literatura médica chinesa. A fama das suas qualidades terapêuticas chegou, entretanto, a todas as partes do globo e durante séculos foi remédio aconselhado para praticamente todas as doenças conhecidas do Homem.
Tendo-se tornado uma panaceia quase universal, em medicina ocidental esta erva era principalmente usada externamente para tratar lesões menores como feridas, queimaduras, contusões e ulceras da boca, dores de garganta, inflamação dos olhos e sangramentos, enquanto na medicina chinesa, era usada sobretudo para tratar queixas hepáticas, atuando como estimulante do fígado e da vesícula biliar.
Estudos recentes demonstram e confirmam a ação do ácido rosmarínico presente na composição química da planta, na redução de radicais livres ao nivel das células hepáticas, preservando a integridade estrutural e funcional do figado.
Todas as partes da planta são medicinais e são usadas principalmente pela sua ação analgésica, antisséptica, adstringente, antibiótica, antiespasmódica, anti-inflamatória, antitumoral, cicatrizante, carminativa, depurativa, diurética, hemostática, febrífuga, hipotensiva, sedativa, vermífuga, vulneraria e tónica.
Entretanto, estudos recentes referentes ao uso da planta no tratamento de herpes, cancro, sida, problemas de alergias e diabetes, parecem prometedores. Assim, muitos dos benefícios lendários desta planta parecem que estão sendo confirmados.
Há também algumas evidências de que ela tem sido usada como um medicamento anti-câncer e para baixar a pressão arterial elevada.
O dr. Lee e seus colegas da Dalhousie University, em Nova Scotia, no Canadá, extraíram um composto da planta. Este foi então adicionado a um creme e testado em ratinhos e porquinhos-da-índia que tinham sido infectados com dois tipos do vírus herpes simplex.
O uso do creme reduziu significativamente a taxa de mortalidade entre camundongos e o desenvolvimento de lesões cutâneas em cobaias.
O Dr. Lee disse que o extrato da planta – um composto de lignina-carboidrato – agia de maneira diferente daquela do atual medicamento anti-herpes, o aciclovir.
Ele disse: “Dada a alta incidência de infecção por herpes e o surgimento de cepas de herpes resistentes ao aciclovir, o complexo de lignina-carboidrato de Prunella pode provar ser uma nova droga anti-herpes “.
Análises clinicas mostraram que a planta tem uma ação antibacteriana, inibindo o crescimento de Pseudomonas, Bacillus typhi, E. coli, Mycobacterium tuberculi, apoiando a sua utilização como medicina alternativa interna, e externamente como antibiótico, e para feridas e enfermidades difíceis de curar. Isso se mostra promissor na investigação de herpes, câncer, AIDS, diabetes e muitas outras doenças.
Uma infusão de água fria das folhas picadas, frescas ou secas ou em pó é uma bebida muito saborosa e refrescantes, uma infusão fraca da planta é um excelente colírio para lavagem ocular para inflamações e conjuntivite.