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Com 80 mil doses, MS recomenda imunização contra febre amarela

Com 80 mil doses, MS recomenda imunização contra febre amarela

Por: RegiãOnline
17/01/2018 às 16h19 Atualizada em 17/01/2018 às 19h19

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Em nota divulgada na tarde desta terça-feira (16), a SES (Secretaria de Estado de Saúde) recomendou que os sul-mato-grossenses que ainda não se vacinaram contra a febre amarela procurem as unidades de saúde. Mesmo sem campanha de imunização, no estoque há 80 mil doses de vacinas.

De acordo com a gerente técnica de doenças endêmicas, Livia de Mello Maziero, a quantidade de doses é suficiente para imunizar aqueles que ainda não se vacinaram. Não vai ser necessário, por exemplo, adotar o fracionamento de vacinas, como ocorreu em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, estados que têm registrado mortes pela doença.

O Estado ressalta, ainda, que nenhum caso de febre amarelo foi registrado recentemente e, por isso, campanha para conscientização da população está inicialmente descartada.

Recomendada para maiores de 9 meses e menores de 60 anos, a vacina precisa ser tomada apenas uma vez na vida. Nesta terça, a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou todo o estado de São Paulo como área de risco para a doença. Por isso, todos que forem para o local precisam se vacinar pelo mennos 10 dias antes.

Surto - Os primeiros casos da doença ocorreram ainda em outubro do ano passado, onde 10 casos foram registrados em São Paulo. Na ocasião, a Secretaria de Saúdo do estado informou que todas as pessoas infectadas moravam na região do dos parques Horto Forestal e Cantareira, região norte do município.

À época, mortes de macacos também foram registradas e o parque chegou a ser fechado. Até o momento, há registro de mortes também em Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Segundo o Instituto Adolfo Lutz, onde os testes nos animais são feitos, entre julho de 2016 e janeiro de 2018, 2.491 mortes de macacos foram registradas. Destes, 617 estavam contaminados pela febre amarela, 61,5% apenas na cidade de Campinas.

Uma lista com o nome das cidades que o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra a doença pode ser consultada aqui.

Contágio - A contaminação ocorre quando um ser humano ou um primata é picado pelo mosquito transmissor da doença, Haemagogus, para febre amarela silvestre, e Aedes aegypti, para febre amarela urbana.

O ciclo da doença ocorre da seguinte maneira: na fase inicial, há ocorrência de dores de cabeça, febre, perda de apetite, náuseas e vômito e dores musculares, principalmente na região das costas.

Na fase tóxica, os sintomas são agravados e podem ser registrados sintomas febres altas, amarelamento de pele e olhos, sangramento da boca, nariz, olhos e estômagos, vômitos, órgão como fígado e rins são comprometidos, dores abdominais e escurecimento da urina.

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