Em nota divulgada na tarde desta terça-feira (16), a SES (Secretaria de Estado de Saúde) recomendou que os sul-mato-grossenses que ainda não se vacinaram contra a febre amarela procurem as unidades de saúde. Mesmo sem campanha de imunização, no estoque há 80 mil doses de vacinas.
De acordo com a gerente técnica de doenças endêmicas, Livia de Mello Maziero, a quantidade de doses é suficiente para imunizar aqueles que ainda não se vacinaram. Não vai ser necessário, por exemplo, adotar o fracionamento de vacinas, como ocorreu em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, estados que têm registrado mortes pela doença.
O Estado ressalta, ainda, que nenhum caso de febre amarelo foi registrado recentemente e, por isso, campanha para conscientização da população está inicialmente descartada.
Recomendada para maiores de 9 meses e menores de 60 anos, a vacina precisa ser tomada apenas uma vez na vida. Nesta terça, a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou todo o estado de São Paulo como área de risco para a doença. Por isso, todos que forem para o local precisam se vacinar pelo mennos 10 dias antes.
Surto - Os primeiros casos da doença ocorreram ainda em outubro do ano passado, onde 10 casos foram registrados em São Paulo. Na ocasião, a Secretaria de Saúdo do estado informou que todas as pessoas infectadas moravam na região do dos parques Horto Forestal e Cantareira, região norte do município.
À época, mortes de macacos também foram registradas e o parque chegou a ser fechado. Até o momento, há registro de mortes também em Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Segundo o Instituto Adolfo Lutz, onde os testes nos animais são feitos, entre julho de 2016 e janeiro de 2018, 2.491 mortes de macacos foram registradas. Destes, 617 estavam contaminados pela febre amarela, 61,5% apenas na cidade de Campinas.
Uma lista com o nome das cidades que o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra a doença pode ser consultada aqui.
Contágio - A contaminação ocorre quando um ser humano ou um primata é picado pelo mosquito transmissor da doença, Haemagogus, para febre amarela silvestre, e Aedes aegypti, para febre amarela urbana.
O ciclo da doença ocorre da seguinte maneira: na fase inicial, há ocorrência de dores de cabeça, febre, perda de apetite, náuseas e vômito e dores musculares, principalmente na região das costas.
Na fase tóxica, os sintomas são agravados e podem ser registrados sintomas febres altas, amarelamento de pele e olhos, sangramento da boca, nariz, olhos e estômagos, vômitos, órgão como fígado e rins são comprometidos, dores abdominais e escurecimento da urina.