Bruno Henrique/ Correio do Estado
Com deficit de aproximadamente R$ 31 milhões em dois anos (2016 e 2017), a nova diretoria do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS) pretende desenvolver ações para contenção de gastos que podem ajudar a economizar pelo menos R$ 6 milhões por ano, a partir de 2018.
Entre as metas está a revisão de todos os contratos terceirizados, o encerramento de alguns serviços, a troca de lâmpadas comuns por de LED, além de busca por recursos extras por meio de emendas parlamentares, adoção de alas do hospital por entidades e empresas e até mesmo demissões.
O atual superintendente do Humap, que assumiu o cargo em outubro, Cláudio César da Silva, explica que a expectativa é reduzir em 40% a quantidade de contratos vigentes entre janeiro e fevereiro do próximo ano.
“O hospital tem dívidas, é de conhecimento de todos isso. Devemos energia elétrica, água, fornecedores. O primeiro passo estamos fazendo, que é a revisão de todos os contratos, renegociando dívidas, enxugando e demitindo. Só não fizemos de forma mais radical por causa de prazos que precisamos obedecer”, sustentou.
O hospital também buscou recursos adicionais com o Ministério da Saúde e já conseguiu garantir o repasse de R$ 300 mil, a partir de janeiro de 2018.
Com deficit mensal em R$ 1,5 milhão, a previsão é de economizar R$ 480 mil por mês com as ações, total de R$ 5,7 milhões em 12 meses. “Algumas ações começaram a dar resultado já agora em novembro, mas a nossa previsão é de que em janeiro e fevereiro a gente consiga reduzir o gasto mensal em R$ 480 mil por mês”, explicou Silva.
*Leia reportagem, de Natalia Yahn, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.