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Regiaonline urgente: Uma série de envenenamentos, de animais em Glória de Dourados.

Regiaonline urgente: Uma série de envenenamentos, de animais em Glória de Dourados.

Por: RegiãOnline
29/10/2017 às 10h01 Atualizada em 29/10/2017 às 13h01

REGIAONLINE

 

Já é o terceiro gato que morre por envenenamento na Zona Rural, na 5ª linha poente. Recentemente, um proprietário perdeu uma vaca, suspeita de envenenamento, porém suspeitava que pudesse ser por picada de cobra.

Isso é muito sério, um risco para outros animais e inclusive para pessoas. A origem desse envenenamento ainda é desconhecida. E as hipóteses podem ser várias: um maníaco ou algum produto químico que tenha sido utilizado para controle de pragas, por exemplo.

Na madrugada deste domingo, por volta da 1:30h, foi constatada outra morte de um gato doméstico.

Regiaonline alerta a todos que isso aí é crime, e o responsável pode sofrer a punição da lei. Vamos investigar esse caso à fundo.

 

O chumbinho é um dos raticidas mais conhecidos e usados no Brasil, apesar de ilegal, a falta de esclarecimento à população e a falta de fiscalização faz com que seu uso seja feito em larga escala com vários propósitos, infelizmente também por pessoas que não gostam de cães e gatos. No Brasil, são registradas cerca de 200 mortes de crianças causadas pelo chumbinho por ano.

De forma geral, os sintomas mais comuns nas intoxicações por venenos em cães e gatos são:

- Quadros convulsivo;

- Apatia: o animal não responde a estímulos e há mudança brusca do comportamento normal;

- Salivação excessiva, misturada ou não com vômitos;

- Podem ocorrer fortes tremores musculares ou fraqueza, o animal pode não conseguir ficar de pé;

- Pode apresentar sangue na urina e ou diarreia.

 

O envenenamento de animais está previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal 9.605, de 13/02/98). O artigo 32 da lei diz que é considerado crime ambiental “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”. A pena prevista é detenção de três meses a um ano e multa.

Ao encontrar um animal morto com suspeita de envenenamento, tire várias fotos em vários ângulos, para mostrar onde foram encontrados o animal e os restos do alimento suspeito de conter veneno.

Leve tudo (o animal e o alimento) para um veterinário pois ele poderá encaminhá-lo a um órgão competente para fazer a necrópsia e emissão de um laudo oficial da causa da morte. Consiga testemunhas ou outros fatos relacionados ao envenenamento. Já de posse do laudo e com as fotos, vá a delegacia com as testemunhas munidas de RG e faça um BO (Boletim de Ocorrência).

Fazer B.O é melhor maneira de conseguir resolver o problema. Quanto mais BOS  com o mesmo caso registrado na delegacia, fica mais fácil a polícia investigar e salvar os animais.

 

 

 

 No Brasil, há exemplos emblemáticos de violência contra os bichos. Tivemos o caso da enfermeira que espancou seu cachorro da raça Yorkshire até a morte. Tivemos também o caso do prefeito de Santa Cruz do Arari, no Pará, que autorizou o extermínio dos cães da cidade, o que era feito da maneira mais cruenta possível. E o que dizer dos assassinatos de touros neste evento estúpido que atende pelo nome de tourada? Que dizer das festas de peão, com rodeios promovidos à custa da sevícia de bois e cavalos?

No fim, a lição que fica das pesquisas, bem assim dos tristes exemplos que recordei, é uma só: as agressões contra os animais constituem o primeiro estágio na escalada do crime. Quem põe um galo para brigar até a morte numa rinha, quem quebra as asas de uma ave, quem fustiga um jumento com o junco está a um passo da mesma covardia que acomete aquele que espanca uma mulher, que sevicia uma criança, que toma em mãos um revólver disposto a matar. Em todos esses casos, sobra sangue frio, falta respeito à vida. A violência é a mesma.

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