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Evelin Cáceres e Paulo Fernandes
O juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos Alexandre Antunes da Silva autorizou nesta quinta-feira (05) o bloqueio de R$ 115.925.515,69 do Grupo JBS e J&F, a pedido da CPI da Propina, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, além de bloqueio de imóveis da empresa no Estado.
Os deputados que compõe a CPI realizam uma coletiva para maiores detalhes nesta tarde. O valor corresponde ao solicitado em ação pelos deputados. Ao todo, oito unidades operam em MS: Duas em Campo Grande, uma em Coxim, Nova Andradina, Ponta Porã, Naviraí, Sidrolândia e Anastácio.
De acordo com a CPI, a empresa deveria investir R$ 285 milhões nas oito unidades, mas antes das visitas a todas elas, programadas pelas investigações dos parlamentares, o próprio grupo admitiu que não havia cumprido os acordos.
São alvos da ação popular o governador de Mato Grosso do Sul, o Estado, os irmãos Batista e a J&F. O pedido de bloqueio é para garantir integral ressarcimento aos cofres públicos devido ao possível prejuízo causado por suposto esquema entre o governo e o grupo JBS. O conteúdo tem como base a delação premiada de Joesley, feita no final de maio deste ano.
Os advogados citam os detalhes da delação da JBS que implica Zeca, André Puccinelli (PMDB) e o próprio atual governador, que teria começado a se beneficiar do esquema antes mesmo de assumir o governo, ainda na eleição de 2014.
Entre doação eleitoral, pagamento de notas fiscais frias e a suposta entrega de dinheiro em espécie, o governador teria recebido pouco mais de R$ 38 milhões em propina das empresas dos irmãos Batista. “Os incentivos foram concedidos mediante o pagamento de propina, o que gerou um aumento artificial do poderio econômico do JBS, prejudicando os pecuaristas, os concorrentes, e a própria coletividade”, diz trecho da ação.