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Durante paralisação, quatro detentos tentam fugir serrando grades de cela da Máxima

Durante paralisação, quatro detentos tentam fugir serrando grades de cela da Máxima

Por: RegiãOnline
25/09/2017 às 08h46 Atualizada em 25/09/2017 às 12h46

Durante paralisação, quatro detentos tentam fugir serrando grades de cela da Máxima

 

 

Thatiana Melo

 

 

Durante a paralisação dos agentes penitenciários em Mato Grosso do Sul, nas 54 unidades prisionais do Estado, quatro detentos tentaram fugir do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, neste domingo (24).

Os detentos foram identificados como Olivio Gabriel Silva, de 31 anos, José Luiz Alencar Domingos, de 22 anos, Marcelo Lima Gomes, de 33 anos, e Thierry Fernando Paim de Castro, de 20 anos.

Eles teriam serrado as grades da cela, cortado o alambrado quando foram flagrados pelas câmeras de segurança. Uma corda artesanal foi localizada perto da muralha do presídio, que seria usada para a fuga.

Thierry teria trocado de cela com outro interno para facilitar sua fuga. Os quatro foram isolados em cela disciplinar.

Paralisação

Em assembleia, os servidores decidiram por paralisar os trabalhos por 24 horas, nas 54 unidades prisionais do Estado. Os banhos de sol foram suspensos, assim como, as visitas, entrega de alimentação, liberação de presos dos regimes aberto e semiaberto para visitação em domicílios, e atendimento de advogados.

Segundo o presidente do Sinsap (Sindicato dos Servidores de Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul), André Luiz, “Paralisar o trabalho é a única forma de pressionar o Governo para garantir o mínimo de segurança e condições de trabalho”, explica.

O Sindicato afirma ainda que a categoria recebe um dos piores pisos salariais do país, e o menor da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Atualmente, um agente penitenciário trabalha 24h por 72 h com vencimento base de R$ 3,1 mil.

Mato Grosso do Sul tem 1.600 servidores e 900 fazem a custódia dos cerca de 16 mil detentos. O déficit de servidores atinge 13 mil agentes, e de acordo com o sindicato faltam quase 12 vezes o número suficiente de agentes.

 

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