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Cárcere privado é descoberto durante operação que interdita clínica terapêutica em Glória de Dourados
Cárcere privado é descoberto durante operação que interdita clínica terapêutica em Glória de Dourados
19/08/2026 18h36
Por: RegiaoOnline Fonte: REGIÃOONLINE
Foto divulgação

 

Uma clínica terapêutica localizada em Glória de Dourados foi interditada nesta terça-feira (18) durante a Operação Cura Terapêutica, deflagrada pela Polícia Civil para investigar suspeitas de irregularidades em serviços de internação de dependentes químicos contratados pelo Poder Público.

Durante a fiscalização realizada na unidade, os investigadores constataram diversas irregularidades no funcionamento do local. Entre os problemas identificados estão a ausência de licença sanitária obrigatória para internações e o armazenamento de grande quantidade de medicamentos controlados sem autorização dos órgãos competentes.

No decorrer da operação, foram apreendidas 26 ampolas de medicamento injetável sujeito a controle especial e cerca de 2,5 mil comprimidos. Conforme as informações divulgadas pela investigação, os medicamentos eram utilizados sem a presença de profissionais habilitados, como enfermeiro ou farmacêutico.

Além das irregularidades relacionadas aos medicamentos e ao funcionamento da clínica, uma pessoa foi encontrada em situação de cárcere privado durante a ação policial.

A Operação Cura Terapêutica também apura possíveis fraudes envolvendo empresas responsáveis por serviços de internação de dependentes químicos pagos com recursos públicos. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nos municípios de Dourados, Fátima do Sul, Deodápolis, Glória de Dourados e Ponta Porã.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, três pessoas foram presas em flagrante. As equipes policiais também apreenderam armas, munições, medicamentos controlados em situação irregular, cartões bancários em nome de terceiros e documentos que podem auxiliar nas investigações.

A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens e valores superiores a R$ 1 milhão, como medida para garantir o andamento das apurações.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR), que continua apurando as responsabilidades e a possível participação das empresas envolvidas no esquema.