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Fazendeiro é multado em R$ 6,2 milhões por deixar 8,8 mil animais desnutridos

Durante a fiscalização, foram encontradas 27 carcaças em diferentes estágios de decomposição

RegiaoOnline
Por: RegiaoOnline Fonte: CLARA FARIAS / CAMPO GRANDE NEWS
28/11/2025 às 07h46
Fazendeiro é multado em R$ 6,2 milhões por deixar 8,8 mil animais desnutridos
Animais em estado de desnutrição e pasto seco em Paraíso das Águas (Foto: MPMS)

Fazendeiro é investigado em Paraíso das Águas, Mato Grosso do Sul, após autoridades encontrarem 8,8 mil animais em estado de desnutrição em sua propriedade. Durante vistoria realizada pela Polícia Militar Ambiental e Iagro, foram descobertas 27 carcaças em decomposição e pastagens degradadas.

O proprietário foi multado em aproximadamente R$ 6,2 milhões pelo Imasul e Iagro, sendo notificado a fornecer alimentação adequada ao rebanho. Além das sanções administrativas, o caso pode configurar crime ambiental, segundo o Ministério Público estadual.

O flagrante foi feito pela PMA (Polícia Militar Ambiental) e pela Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) neste ano, e o caso se tornou inquérito na última terça-feira (25). Segundo o relatório da fiscalização, os animais que ainda estavam vivos apresentavam sinais de fraqueza devido à falta de alimento.

As pastagens estavam degradadas e, em boa parte da fazenda, havia solo exposto e vegetação insuficiente para atender o rebanho. Também foram encontradas 27 carcaças em diferentes estágios de decomposição, indicando que as mortes vinham ocorrendo há semanas.

Na propriedade havia apenas seis rolos de feno e pequena quantidade de sal mineral, volume considerado insuficiente para o número de animais.

O proprietário foi autuado pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e pela Iagro. As sanções incluem multa de 177.200 Uferms. Conforme a última cotação da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) em novembro, cada unidade custa R$ 52,92, o que estima a multa em cerca de R$ 6,2 milhões.

Segundo o MPMS, o fazendeiro foi notificado a providenciar alimentação suficiente para todo o rebanho, a fim de evitar novas mortes. Além das infrações administrativas, a conduta pode configurar crime ambiental.

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