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Acusado de matar a própria mãe é condenado a 31 anos de prisão em MS
Acusado de matar a própria mãe é condenado a 31 anos de prisão em MS
21/08/2025 08h00
Por: RegiaoOnline Fonte: MíDIAMAX
Mariza Pires foi assassinada aos 66 anos. - Crédito: (Arquivo Pessoal)

Réu confesso pelo assassinato da própria mãe, Diego Pires de Souza foi condenado a mais de 30 anos de prisão pelo feminicídio qualificado de Mariza Pires, ocorrido em 27 de dezembro do ano passado, no Parque Residencial União, em Campo Grande. A condenação veio durante o tribunal do júri realizado nesta quarta-feira, dia 20 de agosto, na 2ª Vara do Tribunal do Júri, da Capital.

Pela manhã, Diego confessou ter golpeado a mãe com uma pá. Mas alegou que não estava consciente no momento do crime, visto que teria usado cinco gramas de cocaína e não se lembra de como matou Mariza.

A vítima, de 66 anos, sofreu inúmeros golpes de pá na região da cabeça, teve o nariz quebrado, fraturou parte do crânio e sofreu lesões no rosto.

Assim, por maioria dos votos, Diego Pires foi condenado por feminicídio qualificado, tendo a pena fixada em 31 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado. Ele deve permanecer preso até que eventualmente consiga progressão no Juízo da Execução Penal.

 

Além disso, foi condenado ao pagamento de indenização para a família no valor de R$ 10 mil, a título de dano moral.

'Não estava consciente'

Durante o julgamento, Diego disse que 'não estava consciente'. Conforme o acusado, ele seria usuário de drogas e havia se internado em uma casa de reabilitação em agosto de 2024. No entanto, saiu poucos dias depois, retornando a morar com a mãe.

 

No dia do crime, Diego disse haver usado cinco gramas de cocaína e não se lembra de como cometeu o assassinato. 'Não estava consciente, não sabia o que estava fazendo', falou. Segundo o acusado, ele se lembra de ter ligado para o Corpo de Bombeiros e dito que 'sua mãe estava desacordada'.

Quando questionado sobre ter permanecido em silêncio durante seu depoimento na delegacia e em juízo, Diego disse que solicitou para ser transferido do presídio em que estava, por não ser faccionado e estar com medo de ser morto.