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Dólar fecha estável a R$ 5,56 e bolsa avança 0,19% em dia de cautela

Dólar fecha estável a R$ 5,56 e bolsa avança 0,19% em dia de cautela

RegiaoOnline
Por: RegiaoOnline Fonte: CAMPO GRANDE NEWS
17/07/2025 às 08h07
Dólar fecha estável a R$ 5,56 e bolsa avança 0,19% em dia de cautela
Cédulas do dólar, moeda norte-americana usada em transações internacionais. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (16) cotado a R$ 5,56, com leve alta de 0,06%. A Bolsa de Valores também registrou avanço. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão com valorização de 0,19%, aos 135.511 pontos.

Dólar fecha em leve alta a R$ 5,56, com investidores atentos a riscos globais e à estabilidade monetária brasileira. Bolsa sobe 0,19%, impulsionada por ações de exportadoras. Preocupações com investigação comercial dos EUA contra o Brasil e incertezas sobre o comando do Federal Reserve americano contribuíram para a cautela do mercado. A possibilidade de retaliações comerciais americanas e mudanças na política de juros dos EUA pressionam o câmbio e afetam o fluxo de capitais para o Brasil.

O dia foi marcado por variações contidas, com os investidores ponderando riscos externos e sinais de estabilidade na política monetária brasileira. A alta da moeda americana refletiu a busca por proteção diante de novas incertezas no cenário global. Já o desempenho positivo da Bolsa foi sustentado por ações de grandes empresas exportadoras, favorecidas pela cotação do dólar mais alto.

No centro das preocupações está a decisão do governo dos Estados Unidos de abrir uma investigação formal contra o Brasil, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. A iniciativa, autorizada pelo presidente Donald Trump (Republicano), aponta práticas consideradas desleais por parte do Brasil, especialmente em relação ao setor de tecnologia.

Atualmente, os produtos brasileiros já enfrentam taxa de importação de 50% no mercado norte-americano. Com a nova investigação, o risco de retaliações mais amplas passa a ser considerado pelos agentes financeiros, o que aumenta a aversão ao risco e pressiona o câmbio.

Outro fator que contribuiu para a cautela foi a incerteza em torno do comando do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos. Rumores de que o presidente Jerome Powell poderia ser substituído, mesmo sem confirmação oficial, geraram instabilidade nos mercados. A saída de Powell poderia alterar a condução da política de juros nos EUA, o que afetaria diretamente os fluxos de capitais para países emergentes, como o Brasil.

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