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Exame confirma DNA de Jorginho em fezes de onça que atacou caseiro no Pantanal

O resultado está sendo à autoridade policial e reforça que o homem foi morto durante um ataque do animal

RegiaoOnline
Por: RegiaoOnline Fonte: BRUNA MARQUES / CAMPO GRANDE NEWS
04/07/2025 às 18h23
Exame confirma DNA de Jorginho em fezes de onça que atacou caseiro no Pantanal
Mostrando os dentes, onça-pintada dá sinal que não gostou da presença do fotógrafo perto do recinto (Foto: Saul Scharmm)

A Polícia Científica confirmou que os fragmentos de DNA humano encontrados nas fezes de uma onça-pintada capturada no Pantanal pertencem a Jorge Ávalo, de 60 anos, conhecido como “Jorginho'. O resultado está sendo encaminhado à autoridade policial responsável pelo caso e reforça a conclusão de que o caseiro foi morto durante um ataque do animal.

Jorginho desapareceu nas primeiras horas da segunda-feira, 21 de abril, quando trabalhava em um rancho na região. Um guia de pesca local foi até o local para comprar mel, como costumava fazer, e estranhou a ausência do caseiro. Ele acabou encontrando vestígios de sangue e pegadas de um animal de grande porte. As imagens foram enviadas à PMA (Polícia Militar Ambiental) e circularam pelas redes sociais.

Apesar de a propriedade contar com sistema de monitoramento, as câmeras estavam fora de funcionamento no momento do ataque. As buscas levaram à captura de um macho de onça-pintada, de aproximadamente nove anos, em 24 de abril. O animal passou por uma bateria de exames, que identificaram fragmentos de ossos e fios de cabelo humanos nas fezes. O material foi submetido à perícia, e o exame comparativo confirmou a identidade da vítima.

Além do exame genético, o laudo necroscópico, divulgado em 12 de maio pelo delegado Luís Fernando Mesquita, apontou que Jorge Ávalo sofreu ferimentos perfuro-contundentes na cabeça e na coluna cervical, provocando um choque neurogênico agudo, quadro compatível com ataque de grande felino. A perícia também identificou lesões defensivas nos braços, indicando que ele tentou se proteger.

 

Após ser capturada, a onça foi levada para um centro de reabilitação em Campo Grande e, em seguida, transferida para o Instituto Ampara Animal, em São Paulo. Lá, recebeu o nome de Irapuã, que significa “agilidade e força' em tupi-guarani. O destino definitivo do felino ainda está sob análise das autoridades ambientais.

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