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Sertão: Padre acredita que igreja foi alvo de ritual pagão

Sertão: Padre acredita que igreja foi alvo de ritual pagão

Por: RegiãOnline
23/08/2017 às 14h32 Atualizada em 23/08/2017 às 18h32

PORTAL  MAISSERTÃO

 

Por Jéssica França (Portal Infonet)

 

 

Os sinais deixados por um arrombamento na Igreja de Nossa Senhora das Dores, no município de mesmo nome, no último dia 18 de agosto, levantou suspeitas de que ali tenha sido realizado um ritual pagão. No cenário do crime havia uma toalha branca, hóstias colocadas em formato de cruz e velas, de acordo com os relatos do pároco padre Nilton César. A ação ofendeu a comunidade católica da região.

A igreja tem objetos de valor como imagens centenárias, materiais de cobre e aparelhos de som. Porém, os criminosos levaram apenas três âmbulas [objetos em que hóstias consagradas são guardadas] e uma túnica sacerdotal. “Tudo leva a crer que ocorreu ritual de alguma seita pagã”, diz o padre.

De acordo com o pároco, as hóstias consagradas representam o corpo de Jesus Cristo e, por isso, são alvos de diversas seitas pagãs ao redor do mundo. “Esse crime representou uma ofensa grave à igreja, à Cristo e ao povo católico. Tanto no Brasil quanto no exterior a igreja católica tem sido alvo de fanatismo”, lamenta.

Os fieis do município se sentiram ofendidos com a prática. Por isso, no último domingo, um ato solene contra a ação criminosa ocorreu na igreja. “Houve um choque muito grande porque ninguém esperava que isso ocorresse aqui. Os fieis se sentiram realmente ofendidos”, disse.

A igreja tem missa todos os dias [menos às terças-feiras], mas na sexta e no sábado seguinte ao arrombamento o local foi fechado para investigação policial.

Diligências

As investigações estão sendo dirigidas pelo delegado Marcos Garcia, que designou à policia técnica para fazer levantamento de digitais deixadas nos objetos para tentar identificar a autoria do crime.

“O que chama a atenção é que nada de valor foi levado da igreja”, reforça o delegado. Apesar disso, a Polícia Civil também trabalha com a hipótese de que a invasão possa ter sido feita por usuários de drogas e vândalos. “Ele – ou eles – pularam a grade, entraram pela janela e tiveram acesso à igreja”, informa Marcos Garcia.

A Polícia Civil continua investigando o fato e ainda irá decidir se o caso será registrado como crime ou contravenção penal [infração de menor potencial ofensivo]. Se for constatado o crime, um inquérito deve ficar pronto em 30 dias. Caso a Polícia entenda que é contravenção, será elaborado um termo de ocorrência circunstanciado.

 

 

 

Por Jéssica França (Portal Infonet)

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