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Kleber Clajus / Foto: Victor Chileno/ALMS
Na véspera de auditoria, a JBS mais uma vez confirmou não ter cumprido acordo para recebimento de incentivos fiscais nas duas unidades de Campo Grande. Já são três as estruturas que falharam no cumprimento de metas pré-estabelecidas pelo Estado.
Paulo Corrêa, presidente da CPI da Propina, explicou que somada a unidade de Ponta Porã o prejuízo soma R$ 135 milhões ao se conceder incentivos que não retornaram com melhorias na planta de abates, aumento de processamento e geração de empregos.
Auditores da empresa tem se antecipado, como apurou o Midiamax, ao cronograma de visitas dos parlamentares que investigam existência de suposto pagamento de propina com emissão de notas frias. Diante da admissão de culpa, as inspeções acabam canceladas na véspera, como em Ponta Porã e na Capital.
Durante reunião da comissão de inquérito, na semana passada, o deputado Pedro Kemp (PT) pontuou que o posicionamento da JBS expôs calote da empresa e inexistência de fiscalização do Estado capaz de detectar irregularidades na concessão de incentivos fiscais.
Os cinco integrantes da CPI, por sua vez, não descartam deslocamento à Brasília (DF) para se reunir com o atual e a futura procuradora-geral da República, Rodrigo Janot e Raquel Dodge. O objetivo consiste em estabelecer parâmetros legais que possibilitem ressarcimentos ao Estado.
Há possibilidade de recuperação de R$ 500 milhões, se confirmadas irregularidades nas oito unidades da JBS beneficiadas por meio de Tares (Termos de Acordo de Regime Especial). Antes, porém, devem ser finalizadas pela CPI auditoria de notas fiscais, visitas e oitivas.