A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul empregou, pela primeira vez em Dourados, a tecnologia do scanner 3D na realização de um exame pericial em cena de crime. A atuação ocorreu no dia 31 de março, na área de retomada indígena Avaité Mirim, onde três vítimas – uma mulher, uma criança e uma idosa – foram encontradas mortas dentro de uma residência destruída por incêndio.
O uso do scanner permite o mapeamento detalhado da área afetada pelo fogo, com a geração de um modelo digital tridimensional fiel ao local periciado. Esse recurso possibilita que os peritos revisitem virtualmente a cena quantas vezes forem necessárias, com riqueza de detalhes. Em determinados casos, a tecnologia pode contribuir para a reconstituição da dinâmica dos fatos, a identificação do ponto de origem do incêndio e a análise precisa da distribuição dos vestígios no ambiente.
Operado por equipes do Instituto de Criminalística de Campo Grande e da Unidade Regional de Perícias e Identificação de Dourados, o equipamento representa um avanço nos exames realizados em situações de alta complexidade. A inovação reforça o compromisso da Polícia Científica com a modernização dos recursos periciais e com a busca por mais precisão na produção da prova técnica.