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Sem ministro efetivo, Ministério da Saúde libera cloroquina para pacientes com coronavírus

Sem ministro efetivo, Ministério da Saúde libera cloroquina para pacientes com coronavírus

Por: RegiãOnline
20/05/2020 às 11h12 Atualizada em 20/05/2020 às 15h12

Sem ministro efetivo, Ministério da Saúde libera cloroquina para pacientes com coronavírus

Diante da recusa de dois ministros da Saúde, que optaram por pedir demissão para não assinar o documento, coube ao general Eduardo Pazuello, que assumiu a pasta de forma interina, liberar a cloroquina para todos os pacientes de covid-19.

Em documento divulgado nesta quarta-feira (20) com o novo protocolo, o ministério recomenda a prescrição do medicamento desde os primeiros sinais da covid-19. O médico terá liberdade para o uso, e os pacientes que aceitarem fazer o tratamento com a cloroquina terão que assinar um termo de consentimento.

A decisão foi confirmada na manhã desta quarta-feira (20) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em sua conta no Twitter.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

- Dias difíceis. Lamentamos os que nos deixaram.

- Hoje teremos novo protocolo sobre a Cloroquina pelo @minsaude .

- Uma esperança, como relatado por muitos que a usaram.

- Que Deus abençoe o nosso Brasil.

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Bolsonaro defendeu e estimulou o uso da cloroquina para tratar coronavírus na fase inicial da doença desde o começo da pandemia. Não há, no entanto, estudos conclusivos que comprovem a eficácia do medicamento – usado no tratamento de doenças como lúpus e malária – para tratar a covid-19.

Pela falta de embasamento científico, os ex-ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, rejeitaram a ideia de assinar o protocolo e pediram demissão em meio à pandemia. Em entrevista à Folha, no começo da semana, Mandetta chegou a citar estudos que mostram que além de ineficaz contra o coronavírus, a cloroquina pode causar problemas cardíacos como efeitos colaterais.

Além de Bolsonaro, outro mandatário que defendeu fervorosamente o uso da cloroquina contra o coronavírus é o presidente americano, Donald Trump. O republicano chegou a dizer que está tomando a cloroquina para se prevenir, mesmo que não tenha contraído o vírus.

A imprensa americana levantou suspeitas, em março, sobre o grande interesse de Trump no medicamento. De acordo com o jornal The New York Times, assessores do presidente são acionistas da farmacêutica francesa Sanofi, que produz o medicamento.

Na França, a mesma Sanofi foi alvo de uma onda de críticas de autoridades do país, após anunciar que os primeiros lotes da vacina que o laboratório está desenvolvendo serão reservadas aos americanos, cujo governo teria ajudado a financiar os estudos. A companhia voltou atrás após repercussão negativa.

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