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Suicídios sobem 32% em três anos e Capital tem déficit de 244 leitos psiquiátricos

Suicídios sobem 32% em três anos e Capital tem déficit de 244 leitos psiquiátricos

Por: RegiãOnline
13/10/2019 às 08h17 Atualizada em 13/10/2019 às 12h17

Suicídios sobem 32% em três anos e Capital tem déficit de 244 leitos psiquiátricos

 

De 2015 a 2018, Campo Grande registrou aumento de 32% nas mortes causadas por suicídio notificadas oficialmente à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), enquanto que a quantidade de tentativas entre 2014 e o ano passado subiu 33%. Os números fizeram com que o Ministério Público cobrasse medidas para frear a situação.

Em recomendação feita no Diário Oficial do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a 32ª Promotoria de Justiça pediu que a Sesau implemente em 60 dias mais 244 leitos psiquiátricos em Campo Grande, visando atender pacientes com transtornos diversos e, especificamente, os relacionados a álcool e drogas.

Segundo os dados apresentados pela promotoria, comandada pela promotora Filomena Fluminhan, Mato Grosso do Sul foi apontado ao lado de outros cinco estados – RS, SC, AM, RR e PI – em nota técnica do Ministério da Saúde como um dos locais onde mais acontecem ocorrências do tipo no Brasil.

A nota ainda indica que são necessárias ações prioritárias de prevenção ao suicídios nesses estados. O MP revela que, em 2015, foram 49 suicídios consumados e notificados em Campo Grande, subindo para 51 em 2016, 70 em 2017 e 73 em 2018.

Já as tentativas, que em 2014 eram 750, aumentaram para 812 em 2015 e 868 em 2016. Em 2018, o número bateu a marca de 1.086 tentativas, chegando a 1.127 no ano passado, evidenciando um aumento gradativo e considerável de casos recentes.

A recomendação do Ministério da Saúde é que haja um leito hospitalar psiquiátrico por 2,2 mil habitantes nos municípios, sendo que Campo Grande deveria contar com 403 leitos do tipo atualmente, mas conta com apenas 159.

O prazo para que a Sesau e a prefeitura da Capital respondam a recomendação após serem notificado é de 10 dias. Caso ela a situação persista, a promotoria pode entrar com uma ação judicial, no intuito de obrigar juridicamente a implementação das medidas solicitadas. Essa recomendação faz parte de uma série de outras feitas pela 32ª Promotoria de Justiça na área da saúde de Campo Grande.

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